O Plano Cultural de Escola – A Tua (P)Arte, do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, lançou uma convocatória de Arte Postal com o intuito de comemorar o 200.º aniversário de Camilo Castelo Branco. A Iniciativa foi divulgada no concelho e internacionalmente, reunindo mais de 260 trabalhos elaborados por alunos de diferentes anos de escolaridade e oriundos de várias escolas do concelho, e a participação de diversos artistas oriundos de vários países, tais como Espanha, Itália, Alemanha, Macedónia do Norte, Croácia Inglaterra e Estados Unidos da América.
Os postais rececionados evidenciaram formas pessoais e muito diversificadas de ver o escritor, fazendo da mostra de trabalhos uma experiência muito enriquecedora e interessante.
A exposição esteve patente no átrio da escola sede do Agrupamento e muito em breve poderá ser visionada na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão.
Como forma de assinalar o Bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco, inaugurou-se, no dia 17 de março, um Mural, realizado pelos artistas visuais, Draw (Frederico Campos) e Alma (Rodrigo Gonçalves), do projeto Ruído, com a colaboração de alunos do 12.º ano do Curso de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão. A obra realizada, numa das fachadas principais da escola sede do Agrupamento, permitiu que toda a comunidade escolar acompanhasse o trabalho desenvolvido e presenciasse o “renascimento” de um Camilo jovem de olhar intenso e desafiador. O trabalho contribuiu para ajudar a sensibilizar a comunidade envolvente para o valor e metodologias desta forma de expressão, para enriquecer o acervo de obras de arte urbana existentes no concelho, atribuindo ao edifício escolar uma nova referência visual.
O projeto foi proposto pela equipa do Plano Cultural de Escola – A Tua (P)Arte e teve o apoio do Projeto Municipal “De Famalicão para o Mundo”.
A efeméride contou com a presença do Diretor do Agrupamento, do Presidente da Câmara, do Vereador da Educação, da coordenadora intermunicipal do Plano Nacional das Artes e diversos elementos da comunidade educativa.
Esteve patente na Biblioteca Escolar Vasco de Carvalho uma exposição desenvolvida no âmbito do Projeto Marka | Surrealismo, em articulação com o Projeto Ver e Ler. Os trabalhos expostos foram realizados na disciplina de Educação Visual, com os alunos das turmas 9º1, 9º4, 9º5 e 9º8, correspondendo ao solicitado no 3.º desafio do projeto Marka. Assim, após um primeiro contacto com algumas técnicas surrealistas, na Fundação Cupertino de Miranda, foi proposto aos alunos a realização de experiências com café sobre papel, recorrendo às técnicas surrealistas, e que a partir destas fossem “construindo” imagens, e integrando outros elementos tais como, passagens de alguns poemas de Mário Cesariny, pedaços de papel e uma fotografia do autor ou autora da composição.
Os alunos da turma 4BA da Escola Básica Luís de Camões, inspirados na obra de enorme importância simbólica na cultura portuguesa e singular “retrato coletivo” na história da pintura europeia, os Painéis de São Vicente, apresentam à comunidade educativa do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, os Painéis da Bacia do Ave – Ilustres Famalicenses. Mantendo as dimensões da obra prima do século XV, atribuída a Nuno Gonçalves e em exposição no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa, pretendem com este trabalho artístico, homenagear a importância da bacia hidrográfica do rio Ave no desenvolvimento de Famalicão. A figura representativa do rio Ave é central nesta obra, como se tratasse de um ato de veneração ao “patrono” e inspirador, por parte de todos os representados, que são ilustres famalicenses ou figuras relacionadas com o concelho, ao longo da história, reconhecidas pela sua obra ou importância no contexto local, nacional e internacional. Este trabalho artístico foi desenvolvido no âmbito do projeto do município “De Famalicão para o Mundo”, através da área curricular de Artes Visuais, pelo professor Titular da Turma, Pedro Afonso, em articulação com a Atividade de Enriquecimento Curricular, Tintas e Pincéis, lecionada pela professora Laura Queirós.
No âmbito do Projeto Cultural de Escola as turmas do segundo e do terceiro ano do Curso profissional de técnico de Design efetuaram uma vista de estudo a fundação Cupertino Miranda onde Tiveram contacto com a obra de António Carneiro “ A vida”, várias obras de Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas bem como a ala de exposições temporária onde estava patente a exposição Philip West:” Selva de objetos fragmentados” concluíram com um workshop de práticas e técnicas surrealistas nomeadamente a do Cadáver esquisito.
Serviu a presente iniciativa para dar a conhecer aos alunos o espaço Cupertino Miranda e sua dinâmica e serem confrontados com linguagens diversas referentes ao Simbolismo e ao Surrealismo tanto na pintura como na literatura com o objetivo de reconhecer a pluralidade formal da obra de arte nas suas varia vertentes e com isso desenvolver vocabulário específico e critico sobre o processo artístico.
Quem entra na biblioteca da escola sede não consegue deixar de reparar num novo quadro. Trata-se de um trabalho oferecido por um aluno, do 12.º G à nossa biblioteca.
O trabalho foi desenvolvido por Flávio Silva, na disciplina de Oficina de Artes, no exercício “Trabalho de pintura livre a partir de obras e artistas portugueses do SEC XX” e que tinha como objetivo evocar o Passado e a Memória como alicerce do futuro. Neste caso, o aluno foi ao encontro de duas figuras máximas do modernismo português (Fernando Pessoa e Almada Negreiros) que moldaram o tempo e o pensamento contemporâneo.
Para conhecer um pouco mais sobre o(s) quadro(s) nos quais Almada Negreiros retratou Fernando Pessoa consulte aqui.
No início do ano letivo, na disciplina de Educação Visual, foi lançado o desafio aos alunos das turmas 5, 6, 7, 10, 11 e 13 do 8º, para criarem um Diário Gráfico. Um espaço para desenharem regularmente, explorarem a capacidade de observação, representação e exploração de técnicas. No início foi um projeto desafiante e até intimidador para muitos alunos, mas com o decorrer da experiência, muitos foram-se apercebendo que a folha de papel branca, não é um bicho papão e que o desenho e “desenhar bem” é um processo que exige tempo, dedicação e persistência. Os trabalhos que se apresentam são o resultado desse caminho, com altos e baixos, mas muito gratificante para alunos e professora.
Muitos parabéns, aos meus corajosos e fantásticos alunos!
Proporcionar aos alunos momentos de reflexão sobre o meio que os rodeia, torná-los cidadãos mais interventivos e conscientes foram premissas para o desenvolvimento de trabalhos que compõem a exposição “carvalho alvarinho”, desenvolvida no âmbito do Projeto Cultural de Escola, A tua (P)Arte, e o Projeto Marka – Biodiversidade local: Conhecer para preservar…!
Assim, aceitamos um dos desafios do projeto Marka e partimos à exploração do tema proposto para este ano letivo na área da biodiversidade – o carvalho alvarinho. O projeto prevê a articulação com a disciplina de Ciências Naturais, onde são abordadas questões relacionadas com a preservação e a valorização da biodiversidade local. Nas áreas artísticas quisemos continuar a destacar o património local e por isso julgámos ser oportuno abordar questões que se relacionassem com os têxteis e a cerâmica. O primeiro porque neste concelho predomina este tipo de indústria e o segundo pelo facto da Escola Básica Júlio Brandão ter um número considerável de painéis cerâmicos que acreditamos serem importantes valorizar.
O carvalho alvarinho foi apresentado aos alunos de todas as turmas de 3.º, 5.º e 8.º anos, por Vasco Flores, biólogo do Parque da Devesa, e os alunos iniciaram alguns estudos sobre as suas características, o seu habitat e a importância da sua preservação na nossa região. Com base nesses conhecimentos foi pedido aos alunos dos três anos de escolaridade a realização um trabalho que refletisse o que tinham apreendido nas áreas científica e artística.
No âmbito artístico, no 1.º ciclo a elaboração de trabalhos foi realizada durante as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e permitiu aos alunos a exploração de diferentes materiais riscadores em formas correspondentes à espécie em estudo, com a possibilidade de serem criadas algumas texturas a partir da colagem de diferentes papeis.
De igual modo, aos alunos de 5.º ano, nas disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica, foi proposta a representação de formas recorrendo à exploração dos elementos da linguagem visual e/ou a sua reinterpretação a partir da criação de azulejos com recurso a desperdícios, como o vidro e o cobre.
Quanto a algumas turmas de 8.º ano, foi proposto desenvolverem pequenos trabalhos de tecelagem onde utilizassem o trapilho (fitas de tecido provenientes de desperdícios têxteis), à semelhança do que alguns artesãos locais desenvolviam com frequência há alguns anos atrás. Os materiais, maioritariamente foram oferecidos por empresas locais. Para esta iniciativa tínhamos previsto uma visita de estudo ao Museu da Indústria Têxtil de forma a proporcionar aos alunos um contacto mais próximo das técnicas utilizadas na tecelagem e do seu património industrial. Este contacto não foi possível devido às incertezas causadas pela pandemia, mas avançamos com outras formas de apresentação. Não faltarão oportunidades.