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Exposições

Philip West – Selva de objetos fragmentados

No âmbito do Projeto Cultural de Escola as turmas do segundo e do terceiro ano do Curso profissional de técnico de Design efetuaram uma vista de estudo a fundação Cupertino Miranda onde Tiveram contacto com a obra de António Carneiro “ A vida”, várias obras de Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas bem como a ala de exposições temporária onde estava patente a exposição Philip West:” Selva de objetos fragmentados” concluíram com um workshop de práticas e técnicas surrealistas nomeadamente a do Cadáver esquisito. 

Serviu a presente iniciativa para dar a conhecer aos alunos o espaço Cupertino Miranda e sua dinâmica e serem confrontados com linguagens diversas referentes ao Simbolismo e ao Surrealismo tanto na pintura como na literatura com o objetivo de reconhecer a pluralidade formal da obra de arte nas suas varia vertentes e com isso desenvolver vocabulário específico e critico sobre o processo artístico. 

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Artigo

A biblioteca tem um novo quadro!

Quem entra na biblioteca da escola sede não consegue deixar de reparar num novo quadro. Trata-se de um trabalho oferecido por um aluno, do 12.º G à nossa biblioteca.

O trabalho foi desenvolvido por Flávio Silva, na disciplina de Oficina de Artes, no exercício “Trabalho de pintura livre a partir de obras e artistas portugueses do SEC XX” e que tinha como objetivo evocar o Passado e a Memória como alicerce do futuro. Neste caso, o aluno foi ao encontro de duas figuras máximas do modernismo português (Fernando Pessoa e Almada Negreiros) que moldaram o tempo e o pensamento contemporâneo. 

Para conhecer um pouco mais sobre o(s) quadro(s) nos quais Almada Negreiros retratou Fernando Pessoa consulte aqui.

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Atividades

Diários Gráficos

UM DESENHO POR DIA, NÃO SABES O BEM QUE TE FAZIA

No início do ano letivo, na disciplina de Educação Visual, foi lançado o desafio aos alunos das turmas 5, 6, 7, 10, 11 e 13 do 8º, para criarem um Diário Gráfico. Um espaço para desenharem regularmente, explorarem a capacidade de observação, representação e exploração de técnicas. No início foi um projeto desafiante e até intimidador para muitos alunos, mas com o decorrer da experiência, muitos foram-se apercebendo que a folha de papel branca, não é um bicho papão e que o desenho e “desenhar bem” é um processo que exige tempo, dedicação e persistência. Os trabalhos que se apresentam são o resultado desse caminho, com altos e baixos, mas muito gratificante para alunos e professora.

Muitos parabéns, aos meus corajosos e fantásticos alunos!

Continuem a desenhar…

Texto de: Catarina Teixeira (docente)

Diário da Sofia Rodrigues
Diário da Mónica Azevedo
Diário da Leonor Faria
Diário da Carlota Costa
Diário da Margarida Inácio
Diário da Joana Silva
Diário da Matilde Moreira
Diário do Vicente
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Exposições

Exposição “carvalho alvarinho”

               Proporcionar aos alunos momentos de reflexão sobre o meio que os rodeia, torná-los cidadãos mais interventivos e conscientes foram premissas para o desenvolvimento de trabalhos que compõem a exposição “carvalho alvarinho”, desenvolvida no âmbito do Projeto Cultural de Escola, A tua (P)Arte, e o Projeto Marka – Biodiversidade local: Conhecer para preservar…!

               Assim, aceitamos um dos desafios do projeto Marka e partimos à exploração do tema proposto para este ano letivo na área da biodiversidade – o carvalho alvarinho. O projeto prevê a articulação com a disciplina de Ciências Naturais, onde são abordadas questões relacionadas com a preservação e a valorização da biodiversidade local. Nas áreas artísticas quisemos continuar a destacar o património local e por isso julgámos ser oportuno abordar questões que se relacionassem com os têxteis e a cerâmica. O primeiro porque neste concelho predomina este tipo de indústria e o segundo pelo facto da Escola Básica Júlio Brandão ter um número considerável de painéis cerâmicos que acreditamos serem importantes valorizar.

               O carvalho alvarinho foi apresentado aos alunos de todas as turmas de 3.º, 5.º e 8.º anos, por Vasco Flores, biólogo do Parque da Devesa, e os alunos iniciaram alguns estudos sobre as suas características, o seu habitat e a importância da sua preservação na nossa região. Com base nesses conhecimentos foi pedido aos alunos dos três anos de escolaridade a realização um trabalho que refletisse o que tinham apreendido nas áreas científica e artística.

               No âmbito artístico, no 1.º ciclo a elaboração de trabalhos foi realizada durante as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e permitiu aos alunos a exploração de diferentes materiais riscadores em formas correspondentes à espécie em estudo, com a possibilidade de serem criadas algumas texturas a partir da colagem de diferentes papeis.

               De igual modo, aos alunos de 5.º ano, nas disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica, foi proposta a representação de formas recorrendo à exploração dos elementos da linguagem visual e/ou a sua reinterpretação a partir da criação de azulejos com recurso a desperdícios, como o vidro e o cobre.

               Quanto a algumas turmas de 8.º ano, foi proposto desenvolverem pequenos trabalhos de tecelagem onde utilizassem o trapilho (fitas de tecido provenientes de desperdícios têxteis), à semelhança do que alguns artesãos locais desenvolviam com frequência há alguns anos atrás. Os materiais, maioritariamente foram oferecidos por empresas locais. Para esta iniciativa tínhamos previsto uma visita de estudo ao Museu da Indústria Têxtil de forma a proporcionar aos alunos um contacto mais próximo das técnicas utilizadas na tecelagem e do seu património industrial. Este contacto não foi possível devido às incertezas causadas pela pandemia, mas avançamos com outras formas de apresentação. Não faltarão oportunidades.

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Promoção do PNA

2/10 . PNA

O Plano Nacional das Artes celebrou o seu 2.º aniversário a 18 de julho. Apesar do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco ter aderido ao Plano Nacional das Artes apenas há um ano, queremos muito continuar a fazer parte desta grande equipa.
Este ano tivemos a oportunidade de contribuir para a elaboração do vídeo comemorativo do 2.º aniversário a partir das respostas dadas, por alguns alunos, às perguntas “Onde encontras Arte e Cultura na tua vida?” e “Como pode a Arte mudar a Escola?”. Foi muito interessante registar a opinião de todos, até dos alunos que não foram selecionados para fazerem parte deste vídeo. Obrigada a todos! Não vamos esquecer as vossas opiniões!
Câmara, 1, 2, 3 … ação!

PARA TODOS COM CADA UM

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Atividades

Jardim da Harmonia

Ao longo do segundo período foi realizado um DAC, entre as disciplinas de Educação Visual e Matemática, nos temas Módulo-padrão e Isometrias. Os alunos do 8ºano das turmas 5, 6, 7, 10, 11 e 13 puderam constatar nas aulas destas duas disciplinas, que existem temáticas onde a Arte e a Matemática estão intimamente relacionadas. Módulo-padrão (translação, simetria, reflexão, rotação) Traçados Geométricos, Arte/Arquitetura (rosáceas, frisos) e Isometrias são alguns dos conteúdos transversais às duas disciplinas onde é possível perceber essa relação. Na disciplina de Educação Visual foi proposto aos alunos um projeto de criação de uma Mandala ou de um Friso. Os trabalhos foram realizados durante o período de E@D e a qualidade do resultado final, reflete a criatividade e o empenho dos nossos alunos. Em Matemática foi proposto na plataforma da Escola Virtual, a resolução de uma tarefa formativa sobre rosáceas em monumentos nacionais a fim de identificarem as simetrias de reflexão e rotação existentes nos mesmos. O resultado final foi dado a conhecer à comunidade escolar através de uma apresentação digital e de uma exposição física, no átrio da escola sede, no final do terceiro período.

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Atividades

Personalidades com expressão

O Espaço Memória foi um dos espaços escolhidos para expor alguns trabalhos realizados por alunos do 12.º ano do curso de Artes Visuais durante o E@D. As personalidades portuguesas representadas fazem parte de uma proposta de trabalho da disciplina de desenho.

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Exposições

“Pensamentos da nossa cabeça”

               Este ano letivo, o tempo que passamos recolhidos em nossas casas convidou-nos ao convívio com nós mesmos e com os nossos pensamentos. A exposição “Pensamentos da nossa cabeça” surgiu nesse seguimento e foi um desafio lançado aos alunos de 9.º ano na disciplina de Educação Visual, realizado no âmbito do Projeto Marka, para expressarmos, à luz do movimento surrealista, os pensamentos, ansiedades ou medos, nos dias de hoje.

               Para o desenvolvimento desta proposta de trabalho, todas as turmas de 9.º ano foram convidadas a assistir a uma sessão virtual no Centro de Surrealismo, nas aulas de História, onde foram abordados alguns aspetos da época e do movimento surrealista. Posteriormente, nas aulas de Educação Visual, subordinado ao tema “arte e movimentos artísticos”, os alunos foram desafiados a desenvolverem um trabalho que obedecesse aos conceitos do movimento, com a obrigatoriedade de representarem a cabeça do ser humano e sem quaisquer restrições de materiais e técnicas.

               As reações às propostas de trabalho foram positivas e as representações foram muito interessantes de serem observadas. A exposição esteve patente na Galeria L da escola sede no final do ano letivo e deslocou muitos curiosos ao corredor das artes.

               Todos os trabalhos que fizeram parte da exposição farão parte de uma publicação que também reunirá os trabalhos desenvolvidos pelos alunos do 3.º ano do agrupamento no âmbito do mesmo projeto.

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Artigo

Arte Generativa

“Desde a complexidade abstrata do cubismo, até às pinceladas quase fotográficas do realismo, passando pelas cores intensas do fauvismo, a arte assume diversas formas.

Como amante das ciências exatas (como a física e a matemática), a arte sempre me pareceu algo avassalador e pouco exato, uma área onde existem regras, mas as mesmas podem (e em alguns casos devem) ser quebradas.
Apesar disto, sempre esteve presente na minha vida, desde as ilustrações dos livros que lia, às constantes visitas a museus incentivadas pelos meus pais. Apesar desta relação estranha de longa data, a arte entrou mais na minha vida nos últimos anos através da arte digital, onde vi uma forma de expressar e treinar a minha criatividade.

A minha viagem por esta vertente artística mais moderna começou, como para muitos, através do photoshop, mas enquanto vasculhava por “layers” e mais “layers” de técnicas (como o photobash, a manipulação de imagem, a pintura digital…) deparei-me com uma técnica chamada de Arte Generativa.

A Arte Generativa (Generative Art ou GA) é o ato de gerar um objeto artístico (imagens, vídeos, objetos 3d, música…) através de algum algoritmo. GA geralmente é feita através de programação (em linguagens/bibliotecas como processing, PIL, superColider, Tidal, Blender…), com as quais é implementado o algoritmo que faz com que o nosso objeto seja gerado.

Uma das vantagem do ato criativo na Arte Generativa é que podemos gerar milhões de objetos diferentes em poucos minutos. Por exemplo, podemos criar uma imagem com diversos quadrados desenhados com posições, tamanhos e cores aleatórias, o que nos daria uma infinidade de imagens que podemos utilizar e, até mesmo, mais tarde editar e utilizar noutros programas.

No fundo, a arte generativa é uma ferramenta, que junta as regras da matemática, da lógica, da física e da programação com a criatividade da arte, com a qual artistas podem aprender a programar e programadores podem aprender a criar.

Texto e ilustrações de:

Gonçalo Teixeira, 12.º ano do CCH – Ciências e Tecnologias

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Atividades

Viajar com poesia

Este trabalho envolveu as disciplinas de Português e de Educação Visual, e as turmas 2, 3 e 4 do 9º ano, com a colaboração da equipa da Biblioteca Escolar (projeto «Ler e Ver»), adotando a metodologia de DAC (Domínios de Articulação Curricular).

Nas aulas de Português, foram selecionados, pelos alunos, e explorados, através de uma leitura orientada, poemas de autores incluídos no Domínio da Educação Literária e outros escolhidos por eles: Almada Negreiros, Camilo Pessanha, Camões, Cesário Verde, Fernando Pessoa, Nuno Júdice, Jorge de Sena, Ruy Belo. Os alunos foram desafiados a imaginar desenvolvimentos poéticos a partir de elementos do paratexto e da mobilização de experiências e vivências; a valorizar a leitura e a consolidação do hábito de ler através de atividades que impliquem, entre outras possibilidades, a realização de percursos pedagógico-didáticos interdisciplinares e o desenvolvimento da sensibilidade estética e artística e a estimular o valor estético do texto poético.

Nas aulas de Educação Visual, trabalharam os domínios da ilustração; da comunicação; do projeto e dos elementos de Linguagem Visual, fazendo uso de técnicas de instrumentos de registo, e de materiais de representação, do reconhecimento do papel do desenho expressivo na representação de formas; no desenvolvimento de tipologias de representação expressiva e de soluções criativas, no âmbito do design (pop-up; 3D), aplicando os seus princípios básicos, em articulação com áreas de interesse da escola.

A Biblioteca Escolar estimulou a promoção do trabalho interdisciplinar, tendo como objetivo a literacia da leitura – colaborando e apoiando atividades desenvolvidas em contexto de sala de aula, visando o desenvolvimento de competências no âmbito da língua e da leitura.

Fruto desta triangulação, apresentamos esta exposição que, mais do que mostrar a sensibilidade estética destes alunos, convida-vos a embarcar nesta viagem com a poesia.

Texto: Júlio Sá e Catarina Sol

(a aguardar a elaboração de um vídeo)