Categoria: Artigo

  • Um mural para Camilo

    Um mural para Camilo

    Como forma de assinalar o Bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco, inaugurou-se, no dia 17 de março, um Mural, realizado pelos artistas visuais, Draw (Frederico Campos) e Alma (Rodrigo Gonçalves), do projeto Ruído, com a colaboração de alunos do 12.º ano do Curso de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão. A obra realizada, numa das fachadas principais da escola sede do Agrupamento, permitiu que toda a comunidade escolar acompanhasse o trabalho desenvolvido e presenciasse o “renascimento” de um Camilo jovem de olhar intenso e desafiador. O trabalho contribuiu para ajudar a sensibilizar a comunidade envolvente para o valor e metodologias desta forma de expressão, para enriquecer o acervo de obras de arte urbana existentes no concelho, atribuindo ao edifício escolar uma nova referência visual.

    O projeto foi proposto pela equipa do Plano Cultural de Escola – A Tua (P)Arte e teve o apoio do Projeto Municipal “De Famalicão para o Mundo”.

    A efeméride contou com a presença do Diretor do Agrupamento, do Presidente da Câmara, do Vereador da Educação, da coordenadora intermunicipal do Plano Nacional das Artes e diversos elementos da comunidade educativa.

    | Para assistir ao processo |

  • A biblioteca tem um novo quadro!

    A biblioteca tem um novo quadro!

    Quem entra na biblioteca da escola sede não consegue deixar de reparar num novo quadro. Trata-se de um trabalho oferecido por um aluno, do 12.º G à nossa biblioteca.

    O trabalho foi desenvolvido por Flávio Silva, na disciplina de Oficina de Artes, no exercício “Trabalho de pintura livre a partir de obras e artistas portugueses do SEC XX” e que tinha como objetivo evocar o Passado e a Memória como alicerce do futuro. Neste caso, o aluno foi ao encontro de duas figuras máximas do modernismo português (Fernando Pessoa e Almada Negreiros) que moldaram o tempo e o pensamento contemporâneo. 

    Para conhecer um pouco mais sobre o(s) quadro(s) nos quais Almada Negreiros retratou Fernando Pessoa consulte aqui.

  • Arte Generativa

    “Desde a complexidade abstrata do cubismo, até às pinceladas quase fotográficas do realismo, passando pelas cores intensas do fauvismo, a arte assume diversas formas.

    Como amante das ciências exatas (como a física e a matemática), a arte sempre me pareceu algo avassalador e pouco exato, uma área onde existem regras, mas as mesmas podem (e em alguns casos devem) ser quebradas.
    Apesar disto, sempre esteve presente na minha vida, desde as ilustrações dos livros que lia, às constantes visitas a museus incentivadas pelos meus pais. Apesar desta relação estranha de longa data, a arte entrou mais na minha vida nos últimos anos através da arte digital, onde vi uma forma de expressar e treinar a minha criatividade.

    A minha viagem por esta vertente artística mais moderna começou, como para muitos, através do photoshop, mas enquanto vasculhava por “layers” e mais “layers” de técnicas (como o photobash, a manipulação de imagem, a pintura digital…) deparei-me com uma técnica chamada de Arte Generativa.

    A Arte Generativa (Generative Art ou GA) é o ato de gerar um objeto artístico (imagens, vídeos, objetos 3d, música…) através de algum algoritmo. GA geralmente é feita através de programação (em linguagens/bibliotecas como processing, PIL, superColider, Tidal, Blender…), com as quais é implementado o algoritmo que faz com que o nosso objeto seja gerado.

    Uma das vantagem do ato criativo na Arte Generativa é que podemos gerar milhões de objetos diferentes em poucos minutos. Por exemplo, podemos criar uma imagem com diversos quadrados desenhados com posições, tamanhos e cores aleatórias, o que nos daria uma infinidade de imagens que podemos utilizar e, até mesmo, mais tarde editar e utilizar noutros programas.

    No fundo, a arte generativa é uma ferramenta, que junta as regras da matemática, da lógica, da física e da programação com a criatividade da arte, com a qual artistas podem aprender a programar e programadores podem aprender a criar.

    Texto e ilustrações de:

    Gonçalo Teixeira, 12.º ano do CCH – Ciências e Tecnologias